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Esta é a
pergunta que
não quer
calar e vem
intrigando
as mentes de
sindicalistas
e dos
servidores
das
categorias
típicas de
estado -
CTEs,
aquelas que,
conforme
negociações,
passarão a
receber os
vencimentos
sob a forma
de subsídio.
No
Apito Brasil
99 e
na reunião
das
entidades
sindicais
das CTEs no
MPOG na
terça-feira,
22/07,
voltamos a
cobrar ao
governo a
edição já da
MP, que
encontra-se
concluída e
pronta para
assinatura
do
Presidente
Lula e a sua
publicação
no DOU.
A
justificativa
"técnica"
A
justificativa
técnica para
vincular as
duas MPs - a
das CTEs com
aquela dos
demais
servidores -
não resiste
à
retrospectiva
recente das
edições de
MPs,
conforme se
vê a
seguir:
a)
para
a edição da
MP 431, que
congregou
cerca de 800
mil
servidores,
mais 611 mil
militares,
não se
argüiu a
motivação
"técnica" e,
tão logo
fechada as
negociações
com os
sindicatos
de base do
Condsef e de
outras
entidades
não
vinculadas,
mais o
Ministério
da Defesa,
não houve a
necessidade
"técnica" de
esperar
pelas nossas
negociações,
onde havia
carreiras
com acordos
que deveriam
estar em
vigor desde
novembro e
dezembro de
2007, como
foi o caso
dos
Advogados e
do BC,
respectivamente.
b)
em
seguida, foi
editada a MP
434, que
reestruturou
as carreiras
da Abin,
concedendo-lhes
a
remuneração
sob a forma
de subsídio.
Mais uma
vez, não se
cogitou da
condicionante
"técnica" de
qualquer
vinculação
com
negociações
futuras ou
em curso.
c)
hoje
foi
publicada a
MP 437, que
cria cargos
em comissão
- DAS - e
funções
comissionadas
no BC, além
de
transformar
em
Ministério a
antiga
Secretaria
de Pesca.
Tecnicamente
seria
recomendável
justamente o
contrário,
ou seja, que
se editasse,
imediatamente,
o que está
pronto e,
caso
necessário
algum
ajuste, na
MP seguinte
tal correção
poderia ser
processada,
sem que o
governo se
visse
onerado em
MPs
adicionais
junto ao
Congresso
Nacional.
A motivação
política
Com a
descaracterização
da justificativa
"técnica"
pelos fatos
acima,
restou a
motivação
política,
sobre a qual
trazemos
algumas
questões que
o Sinal vem
discutindo
internamente.
A lógica diz
que o ganho
político do
governo está
justamente
em conceder
os reajustes
de imediato,
pois os
adiamentos
só acentuam
o desgaste e
a descrença
na
capacidade
do governo
em honrar os
acordos
celebrados
com seus
servidores.
Esses
argumentos
foram
levados ao
governo nas
últimas
reuniões e
foi abordado
no
Apito nr 99.
O que dizem
as
autoridades
Semanalmente
os jornais
divulgam
declarações
atribuídas a
autoridades
do governo
de que "a MP
sairá nesta
semana".
Ontem, no
final da
tarde, o
presidente
do SINAL
ouviu do
Secretário
Duvanier
Paiva que "o
seu
compromisso
é de fazer
repercutir
os reajustes
na folha de
agosto e de
informar às
entidades a
edição da MP
antes que
saia na
imprensa".
Hoje pela
manhã, o
presidente
do SindCVM
informou ao
presidente
do Sinal que
o Ministro
Paulo
Bernardo,
respondendo
a uma
indagação
sua, afirmou
que a MP
será editada
nesta
semana.
A
preocupação
dos
sindicalistas
Amanhã
dirigentes
sindicais de
entidades
representativas
das
Carreiras
Típicas de
Estado -
CTEs, que
passarão a
receber
vencimentos
por
subsídio, se
reúnem na
Anfip,
quando
discutirão
as ações que
ficaram
definidas na
reunião da
semana
passada e
informadas
no
Apito nr 100.
Paralelamente
à
indefinição
sobre a data
de edição da
MP, o SINAL
vem
recebendo
informações
quanto à
inclusão de
dispositivos
que não
teriam sido
negociados,
nem compõem
os termos do
acordo, como
as regras do
Sidec -
Sistema de
DesenvolVimento
na Carreira.
A se
confirmarem
as
informações
que
divulgamos
na Edição
Extraordinária
do
Apito de
18/07/2008,
a avaliação
do Sinal é
de que
muitos
colegas
poderão ser
prejudicados
pela
estagnação
na carreira
em
decorrência
das travas
que viriam a
ser impostas
para
promoção
entre as
classes.
Assim, o
Sinal, ao
levar o tema
às demais
entidades
das CTEs,
está tomando
todas
providências
para emendar
o texto
legal, tão
logo seja
publicado,
de modo a
preservar os
direitos da
categoria. |