Presidente do SINAL, David Falcão declara:

“O reajuste salarial antes da implantação do subsídio foi uma grande vitória, mas a luta ainda não acabou”
 

  Falando no II Encontro de Aposentados do Banco Central, em Recife, o presidente do SINAL nacional, David Falcão, declarou que o reajuste salarial obtido antes que se implantasse o sistema de subsídios, foi uma grande vitória para todos, ativos e aposentados, que de outra forma sofreriam grandes prejuízos, como ocorreu com outras categorias.

            Segundo David o enquadramento na nova regra de remuneração trouxe a segurança de que a paridade não será quebrada. Lembrou que todos os reajustes, doravante, serão concedidos igualmente aos ativos e aos aposentados.

            “Isto elimina as disputas e traz a paz entre os dois segmentos.”

            Comparou a situação dos aposentados com a dos ativos, dizendo que os atuais servidores quando se aposentarem não levarão consigo a remuneração da função que estiverem exercendo, sendo esta uma situação similar a dos aposentados que tiveram os chamados “penduricalhos” – expressão que não gosta de usar - transformados em verba pessoal, ou simplesmente congelados.
            Com relação à implementação do acordo disse que o pagamento de atrasados relativos ao período março-junho embora não tenha sido o pactuado com o governo, foi o melhor que se conseguiu.
“Tomamos um calote relativo ao período novembro/2007 a fevereiro/2008, no entanto tivemos um enorme ganho se comparadas às outras categorias descritas nas MP’s 431 e 441, que tiveram na realidade reajustes de gratificação”.
Disse Falcão que a meta da campanha salarial era alcançar 100% (cem por cento) da Receita Federal, chegou-se a 85% (oitenta e cinco por cento) dos subsídios, mas chegará a 95% (noventa e cinco por cento) em 2010.
            “A luta não acabou ainda, preparamos 25 emendas para serem discutidas no Congresso Nacional relativas a algumas maldades que fizeram contra nós, uma delas incluída na “441”, MP que não nos diz respeito, mas que nos atinge.”
            Disse o presidente do SINAL que o Sindicato sozinho não teria capacidade de alcançar o sucesso que alcançou na campanha salarial que empreendeu com muita luta. Ressaltou que o papel exercido pelo Banco Central foi fundamental. Destacou as pessoas do diretor de Administração, Anthero Meirelles e, principalmente, a do presidente Henrique Meirelles.
            Segundo Falcão, houve também apoio da base parlamentar, e também do Ministro José Múcio Monteiro.
Destacou também o empenho da regional do Rio de Janeiro que fincou pé no acordo.
Ao final, destacou alguns fatos positivos durante a campanha salarial, como o de o SINAL não haver levado a categoria à greve, embora tenha se deparado com inúmeras dificuldades; a aliança com outras categorias como Receita, Polícia Federal, Ciclo de Gestão e Advocacia Geral da União e, por último, o reconhecimento da carreira no Banco Central como carreira de estado.
Com relação aos prováveis prejuízos para os aposentados disse que, primeiro: não podemos dar tudo por perdido já que preparamos 25 emendas à MP; segundo: dentro do acordo com o governo ficou estabelecida a criação de um grupo de trabalho para rever o plano de carreira e remuneração específica do Banco Central e, terceiro: para nós o mandato para se obter a equiparação com a Receita Federal continua valendo, ainda que cheguemos a 95% em 2009 e 2010.


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